quinta-feira, 27 de maio de 2010

Outro tipo de mulher nua - Martha Medeiros

Outro tipo de mulher nua...

Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. Nunca vi tanta mulher nua.
Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas.
O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa.
E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... Emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em que sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que se esperava com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo.
- pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo.
Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.
Mas é o que devemos continuar fazendo.
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.

Martha Medeiros

terça-feira, 25 de maio de 2010

Achados na net - Brigadeiros

Aprenda a fazer brigadeiros de gianduia

23/05/2010|08:15
Brigadeiros de gianduia do Buffet Arroz de Festa. Foto: Divulgação
A chef Adriana Cymes, do Buffet Arroz de Festa, ensina duas receitas de brigadeiros diferentes.

Brigadeiros de gianduia

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
40g de chocolate em pó
30g de pasta de gianduia
20g de manteiga

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes até dissolver bem. Leve ao fogo e mexa até começar a ver o fundo da panela. Retire, espere esfriar e sirva.

Brigadeiros com praliné de amêndoas, cobertos com chocolate

Ingredientes:
400g de leite condensado
3 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de manteiga
Praliné de amêndoas para a cobertura
Chocolate ao leite para a cobertura

Modo de preparo:
Colocar todos os ingredientes na panela e cozinhar mexendo até desgrudar do fundo, ou atingir 105ºC. Depois de esfriar, pegue uma porção de aproximadamente 12g de brigadeiro e enrole.Passe o doce pelo praliné quebrado bem pequenininho. Derreta o chocolate ao leite em banho-maria e cubra os brigadeiros. Depois de endurecer, corte as aparas e sirva em forminhas próprias.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Seis momentos inesquecíveis de uma mãe

O meu Daniel está a um mês de completar um ano. Ontem teve o último bolo de mesversário, um ritual repetido ao longo de quase todos os meses, comemorando sua existência e a alegria que ele trouxe a todos que o orbitam. Em um ano não posso dizer que muita coisa mudou, pois seria, ainda assim, pouco.. TUDO MUDOU: eu mudei, o mundo ao meu redor mudou, assim como minhas prioridades, minhas perspectivas, minha relação com o outro, com o mundo e comigo mesma..
As entradas neste meu cantinho ficaram mais raras, quando não se resumem à alguma coisa interessante (ou não) que li por aí.. Hoje vendo uma matéria na Pais & Filho, repensei nos seis momentos mais importantes da minha vida enquanto mãe.. Aproveito os tópicos sugeridos pela revista, com uma pitadinha da minha história..

O primeiro positivo!

Era dia 15 de outubro de 2008, o décimo dia de atraso da menstruação, meu deadline. Fiz o primeiro exame de farmácia, o segundo e, por fim, ainda não querendo acreditar, contanto com os "falsos positivos possíveis", o beta. Foram as 5 horas mais longas da minha vida, entre a saída do laboratório e ouvir o atendente com o resultado pelo telefone. Cinco horas cheias de revelações, conversas, angústias, emoções.. Até que, às 20h em ponto ouvi um rapaz dizer do outro lado da linha "a sua taxa é de 2090, o que é considerado positivo!".. Chorei! Chorei muito.. Desespero, surpresa, uma pontinha de alegria, não sei.. A partir daquele momento era fato: eu estava grávida!

O primeiro ultrassom

Este ocorreu uma semana depois do beta.. Vi meu "feijãozinho" dentro da barriga, com um pontinho cinza piscando.. era o seu bravo coração já batendo.. Não sei descrever a emoção, mas essa só o início da montanha russa que é esperar por um filho.

As primeiras batidas do coração

Foi na 12º semana, na ultra para a Transluscência nucal. Foi a primeira foto do meu bebê, a primeira ultra gravada em DVD.. Contei os dedinhos, estavam todos lá! Carreguei sua foto, já fazendo pose, no celular por meses a fio.. E quando ouvi seu coração, foi a melhor música para meus ouvidos e coração! Chorei de emoção, chorei calada, enquanto te olhava, meu filho! Já te amava demais naquele momento.

A descoberta do sexo do bebê

Foi no dia 12 de dezembro de 2008, véspera de Ano Novo. A médica não conseguiu uma imagem boa para a fotografia, mas teve certeza: era um menino! Fiquei feliz, emocionada, sorrindo a toa. Saí da sala de exames e a primeira pessoa para quem contei foi meu pai, que torcia por um menino e já colecionava carrinhos, motos e aviões para meu rebento. A ansiedade fez com que se nome fosse escolhido no mesmo dia, não aguentaria esperar: Daniel!

Os primeiros chutes

Estava sozinha, ouvindo música, conversando contigo quando, de repente, senti uma cambalhota. Era a primeira vez que te sentia mexer, meu bebê. Sozinha, no início da madrugada, deitada em minha cama.. Fiquei quietinha, respirando devagar, sentindo você me dizer que estava ali, vivo, ativo.. Daí por diante foram chutes e cambalhotas até o dia em que chegaste ao mundo, meu amor.

O primeiro encontro!

Foi a maior emoção da minha vida. Ouvir seu choro foi melhor que ouvir seu coração, som que tantas vezes me consolou, me deu forças e me fez seguir em frente ao longo dos conturbados nove meses.. Olhava você, com lágrimas nos olhos e um sorriso que não cabia no rosto e a primeira coisa que consegui dizer-te, Daniel, foi "seja bemvindo a este mundo, meu filho!".. E chorando, cantarolei para ti a nossa canção. Canção que retrata tudo que queria te dizer naquele instante, mas não consegui, pois a emoção me calou.. Canção que nos conectou desde o princípio, que faz parte da nossa história.. Afinal, "eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras, não sei dizer, como é grande, o meu amor, por você.."


sábado, 24 de abril de 2010

Revivendo vertigens

Sem motivos especiais, decidi postar novamente este poema, do blog do Náufrago, que eu adoro!!! A vida às vezes precisa de boas dose de aventura, temperadas com beijos, momentos, vertigens.. De vez enqdo penso neste poema. Vertigens, vira e mexe, entra em cena na minha história..
No decorrer deste post, acabei rascunhando outra coisa.. sou assim mesmo. Entro para postar uma coisa e outra nasce.. Ao som de Carol (sempre ela!) e sem conversas interessantes hj no msn, fico com essa ansiedade que não me pertence, desejos incontidos, suspiros e algumas palavras.. melhor companhia, impossível..

Beijos sem paixão, beijos com tesão, beijos inesperados, beijos desejados.. Pescoço, boca, nuca, pele, calor, rubor.. Mãos, toques, respirações ofegantes, sussurros maliciosos, provocações inebriantes, momentos deliciosos...
Paixão? Não.. diversão!

vertigem

quero um longo beijo na boca
sem vontade de parar
com cheiro de saliva
sentir o ar quente das narinas
dentes traiçoeiros
beijo de lábios oferecidos
de língua inquieta e macia
que lambuza a alma
que molha o corpo
beijo que faz o tempo parar
como o primeiro beijo que se quer muito
e que permanece quando termina

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pais e filhos

10 mandamentos para criar filho único

POR UM LADO, ELE TERÁ ATENÇÃO EXCLUSIVA DA FAMÍLIA. POR OUTRO, NÃO TERÁ MUITAS OPORTUNIDADES DE APRENDER A DIVIDIR O QUE TEM COM UM IRMÃO. VEJA COMO CRIAR UM PEQUENO PRÍNCIPE E NÃO UM TIRANO MIMADO

1. Se ter apenas um filho for uma opção, é bom deixar claro para ele. Isso pode evitar chantagens sentimentais. Não sendo uma decisão do casal, não cometer o erro de sentir culpa por não ter tentado com mais afinco ter outros filhos. Geralmente, isso leva os pais a procurarem compensar o "coitadinho", fazendo as vontades e não estabelecendo limites. Pais que decidiram ter filho único são mais realistas e tranquilos, porque sentem que fizeram a escolha certa.

2. Uma criança que se sente valorizada demais pelos pais, ou que recebe excesso de atenção, pode crescer achando que o mundo lhe deve alguma coisa. Resultado: sofre mais com as inevitáveis decepções.

3. Como filhos únicos são precoces, costumam achar crianças da mesma idade bobinhas para o seu gosto. Isso ocorre, em geral, aos 7 ou 8 anos e é mais do que recomendável incentivá-los a conviver e interagir com colegas um pouco mais velhos, em vez de só fazerem programas de adulto.

4. Quando não há irmãos, a criança pode ficar dependente demais dos pais para tudo, da ajuda com o dever de casa às brincadeiras. Ela precisa aprender a se virar sozinha, pois o pai e a mãe não estarão sempre dispostos e/ou disponíveis.

5. Querer dar a seu filho o que você não teve não é nenhum pecado. Mas providenciar o que ele quer segundos depois de manifestar o desejo é acostumá-lo mal. Numa família com mais crianças, cada uma tem de aprender a esperar sua vez. E aprender a esperar é uma lição vital.

6. Seu filho único é o único filho que você tem, não a segunda chance dos pais de realizarem um sonho pessoal, tipo tornar-se uma bailarina clássica ou um craque de futebol. Se a criança perceber que esperam alguma coisa dela (e geralmente percebe), vai se esforçar para atingir um objetivo que pode não ser o que realmente quer na vida.

7. Filhos únicos tendem a ser perfeccionistas, um mal que costumam compartilhar com primogênitos de famílias mais numerosas. Até aí, nada de mal, desde que os pais segurem o impulso de dar um jeitinho extra na arrumação que ele próprio fez da cama ou dos brinquedos. Não se deve esquecer que o melhor possível para uma criança não tem nada a ver com o melhor possível para um adulto.

8. Irmãos implicam uns com os outros e essa é uma boa maneira de aprenderem a se defender melhor. Quem não tem essa experiência pode desenvolver uma sensibilidade exagerada às pequenas maldades que as crianças fazem entre si naturalmente e se magoar com mais facilidade. É importante os pais ficarem atentos para situações assim e explicarem que essas coisas costumam acontecer mesmo e não têm nada demais.

9. Os pais devem aceitar o fato de que seu filho único vai se machucar um pouco. Se isso não acontecer, nunca vai crescer. Deixe-o experimentar alguma adversidade, por mais duro que seja. Vai doer mais em você do que nele, pode acreditar. O que ele mais precisa é do seu tempo e da sua coragem para virar as costas e deixá-lo respirar.

10. Não é possível nem razoável dar tudo para uma criança, única ou não. Não há nada mais prazeroso para qualquer pessoa do que o sabor da conquista. O que vai definir se ela é feliz ou triste é a convivência harmoniosa na família, a boa educação (o que nada substitui) e o apoio dos pais, que não significa apenas passar a mão na cabeça, mas saber dar uma boa bronca quando for preciso. Tudo isso pode ser resumido numa regra simples: para seu Pequeno Príncipe ser feliz, se sentir amado e aprender a amar vivendo no mundinho particular dele, deve saber, sem sombra de dúvida, que tem sinal verde e incentivo para voar alto, mas sem ultrapassar certos limites, importantes para toda criança.

domingo, 11 de abril de 2010

Dia das mães chegando..

Achei super interessante este texto no site da Pais e Filhos.. É a mais pura verdade.. Este será meu primeiro dia das mães de verdade..

COLUNAS/BLOG PAIS&FILHOS
"Puxa, não precisava"
por Tetê Pacheco11 de maio, 2009


E outras mentiras femininas


O Dia das Mães se aproxima e eu achei útil esclarecer o que o marketing em geral faz parecer tão confuso na cabeça de quem pensa em nos dar um presente.

“Afinal, o que minha mãe gostaria de ganhar no seu dia?” Eu sei. E vou contar.

A primeira coisa a se levar em consideração é que a famosa frase:”Ah, não precisa se incomodar” é mentira. Toda e qualquer mulher ama ganhar presentes. Presente bom. Isso foi muito forte? Agora se prepara: e o-d-e-i-a ganhar o presente errado. Aquela outra famosa frase: “Ah, eu tava realmente precisando de um desses (classificação que serve para todo tipo de eletrodoméstico, meias ou bolsas de ginástica) também é mentira deslavada. Só servem para não fazer o(a) filhinho(a) sentir culpa.

Toda mãe, com maior ou menor talento pra isso, é especialista em presentes. Quem compra o presente da sogra? A gente. Da mãe e do pai? A gente. Dos filhos, sobrinhos, amigos, coleguinhas da escola? Nós, nós, nós.

Tem momentos em que eu realmente paro e penso: dou presentes, logo, existo.

Bem, não é pra me fazer de mártir, mas quero enfatizar que, quando uma mulher fala “qualquer coisinha” para designar o seu desejo, isso significa, na verdade, que ela quer algo que tenha sido pensado para ela, comprado com critério particular, conhecimento de causa e desprendimento financeiro. Pronto, falei.

Crise? Ok, criatividade é bem-vinda. Pintar um quadro, plantar uma árvore ou qualquer outro movimento que demonstre que, de fato, houve um envolvimento pode ser uma saída. Mas não espere gritinhos eufóricos de satisfação. No máximo um sorriso enternecedor.

Mas economizar tolamente é um pecado sem volta. Escolher justamente aquela peça que é a mais barata, às vezes um pouquinho mais barata que a outra mais legal, é algo que qualquer mulher vai notar. E se ofender.

Outra coisa: me desculpem as empresas que veem nisso uma alternativa comercial interessante para os consumidores menos interessantes, mas vale-presente, por favor, nunca, em nenhuma hipótese, jamais.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Organização

Tô tentando por ordem no circo aqui.. Comecei a ler muitas coisas legais sobre organização, otimização de espaços e tempo, etc.. Este texto é de um dos sites que eu li.. Achei interessante!
Em breve, espero conseguir colocar meu quarto, minha casa e minha vida em ordem! Desafio? Sim.. mas eu adoro desafios.. hehehe :P

Dicas de organização


As assessoras de organização foram unânimes em um ponto: agrupe as roupas por cor. "Quando você acorda de manhã, pensa: hoje vou colocar a saia azul. É mais fácil encontrá-la se ela estiver dentro do grupo de roupas azuis do que no meio das saias", diz a especialista Cristina Papazian. Se possível, dentro de cada cor, separe as peças por tipo.

Caso você tenha duas alturas de cabideiro dentro do armário, reserve a arara de cima para as roupas da parte de cima do corpo, como camisas e casacos. E deixe o cabideiro de baixo para calças, saias e bermudas. Não é só questão de lógica. Em geral, quem projeta o armário prevê as medidas ideais para cada tipo de peça - calças dobradas ao meio em um cabide precisam de menos espaço (85 cm de altura) do que camisas e casacos (1,10 m de altura).

Nas roupas dobradas, evite criar pilhas altas. "Elas desmontam e a prateleira fica bagunçada", ensina Renata Tranjan, da Egger & Tranjan. Procure ainda não fazer tantas dobras, pois isso deixa a roupa cheia de vincos. Se a roupa é comprida, estude um jeito de dobrar que aproveite toda a profundidade da prateleira e fuja da tentação de compactá-la um pouco mais para deixá-la do mesmo tamanho que as roupas menores.

Não deixe blusas de malha penduradas em cabides, pois elas deformam, adverte Renata Tranjan. Se for um casaco de tricô, melhor abotoar e dobrar. Também não faça bolinhas com as meias - isso laceia o elástico.

Se não tem muito espaço no armário, programe um rodízio conforme a estação do ano. "No verão, suba as malhas e coloque as blusas leves mais a mão. Da mesma forma, deixe as sandálias à frente e esconda as botas. No inverno, inverta as posições das peças", explica Andrea Caetano, da Wellbeing.

Para criar mais espaço para sapatos, estude com o marceneiro se é possível encaixar uma colméia feita de MDF fininho em algum nicho do armário (imagine: ela será semelhante a um suporte para garrafas de vinho deitadas). "Para cada par, programe um casulo de 7 x 8 cm", diz Cristina Papazian.

Embalagens compactadoras, à vácuo, guardam edredons sem tomar muito espaço. No entanto, elas não são baratas. Cristina Papazian sugere uma alternativa econômica: coloque o edredom em um saco para lixo azul e feche-o com fita adesiva. Faça um furinho no plástico e coloque ali o bocal do aspirador de pó. Após aspirar o ar da embalagem, feche o furo com mais fita adesiva. Atenção: sempre que for guardar uma peça de roupa embalada, lave-a antes.

Reserve um cesto para lenços, echarpes, faixas de cabelo, enfim, peças miúdas que podem se perder em meio às demais. Para armazenar bijuterias, Andrea Caetano recomenda caixas e minigaveteiros apropriados, forrados por dentro de veludo preto. "Eles mantêm as bijus bem visíveis", diz. Esses pequenos contêineres para acessórios podem ser apoiados na prateleira logo abaixo do cabideiro de camisas, o que multiplica o espaço no armário.

Os cabides de arame das lavanderias deixam vincos nas roupas e podem deformar tecidos mais delicados. Ao voltar do tintureiro, troque-os por um cabide seu. De tempos em tempos, junte-os e devolva para a lavanderia, que poderá reciclá-los.

Etiquetas nas prateleiras com os nomes das peças que vão em cada espaço ajudam a empregada a se achar, sugere Andrea Caetano. Se ela guarda tudo no local certo, você não tem que revirar o armário em busca do que precisa.

Cinteiros, calceiros e gravateiros retráteis são acessórios que otimizam o espaço do armário. Consulte o marceneiro porque, em alguns casos, é possível encaixá-los em móveis prontos.

Limpe o interior do armário apenas com um pano úmido, recomenda Cristina Papazian. Evite o lustra-móveis, que é um produto gorduroso e pode manchar as roupas. Importante: faça a faxina começando pelas prateleiras do alto e depois vá descendo. A tendência da poeira é subir.

Closets nos quais as roupas ficam em divisórias sem portas exigem uma limpeza mais cuidadosa. Passe aspirador de pó no piso todos os dias.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Vinte e sete..

Semana passada foi meu aniversário. A vida tá tão corrida que nem deu para vir postar alguma coisa.. Como todos os anos, gosto de estar com as pessoas que eu gosto. Este ano teve a estreia de um personagem principal nesta festa: o Dani! Comemorei meu dia namorando no escurinho cinema, passeando pelo BPS, tomando um capuccino na Starbucks (ao som de Por uma cabeza!) e terminando a noite no sofá da sala, matando a saudade de um amigo querido no telefone. Isso sem contar os torpedos e mensagens no Orkut.. Simplesmente perfeito!

Na sexta foi a vez de amigos queridos e mommy virem aqui pra casa. Meus amigos, afilhados, dindo, cumadre.. é tanto título para definir este casal sensacional que eu amo demais: Biel e Carol! Rimos da vida, dos outros e de nós mesmos.. Sábado foi a comemoração oficial no Buxixo.. Teve momento família, presença de amigos de infância, das surpresas, dos improváveis, das piadas internas e sorrisos sem graça, de pessoal sem noção.. claro que a sem noção mor fui eu, que acabei esquecendo a bolsa no carro do amigo e fiquei desesperada sem meus documentos, carteira, celular até o dia seguinte. Domingo fechei com chave de ouro, sem maiores comentários.

Resumindo, meus aniversários são sempre assim: risos, bolo, brigadeiro, amigos, momentos inesquecíveis, surpresas e cenas inesperadas, presentes. Nem sempre o melhor presente é material. Pode ser uma palavra, um gesto, um momento, uma foto, um sorriso, uma sensação. Foi uma delícia ficar mais velha assim.. hehehehe

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dualidade

Semana passada estava pensando neste texto e hoje, ao revirar meus backups a procura de um arquivo, com quem me deparo? O próprio! É um texto de 1981, da Celeste, amiga querida, que foi minha professora e é escritora..
Espero que vcs o curtam tanto quanto eu!

Dual

Sou do tipo de pessoa que sofre, se envolve, se culpa, sente remorso pelas mínimas coisas. Uns dizem que éfrescura, outros, sensibilidade. como sou um pouco romântica, prefiro acreditar que sou sensível.
Mas como dói esta sensibilidade, arde nas veias, no peito, na mente, a cada palavra não compreendida, a cada gesto sufocado, a cada olhar não correspondido, a cada sonho desfeito, acada missão cumprida, a cada carência não suprida.
Ser sensível é se ferir a todo momento na palavra dita na hora errada, no sorriso de desdém, no descaso, no malamar, na ternura não encontrada; é sofrer muito, é chorar pelas pequenas coisas e não ligar para as consideradas ( pelos outros) grandes.
Ser sensível é falar pouco, é sentir muito, é ficar morto de felicidade ao descobrir que há alguém capaz de nos entender e começar a sofrer desesperadamente, a partir desse momento, com medo de perder este alguém.
Ser sensível é ficar sem palavras quando nos agridem, para depois calmamente ironizar, ofender até talvez com-sem intenção e ficar mais magoado e sofrido que o atingido.
Ser sensível é ser empático, é sentir a dor, a vergonha, a ânsia do outro e sofrer por ele e com ele.
Não... a sensibilidade não é algo ruim. Tem o seu preço, só isso. Eu não gotaria jamais de deixar de ser sensível.
Sofro, sofro sim, sofro muito, sorvo cada gota da minha amargura, do meu desespero. Exercito assim meus sentimentos, a minha capacidade de sentir, para que nos momentos de felicidade eu também a sorva até a última partícula e me entregue inteira à alegria. Sim, ser sensível é também se alegrar, é ficar feliz com os detalhes, com quases.
Ser sensível é não saber esprimir a sensação inebriante da brisa roçando o rosto, é correr pela praia deserta e sentir a paz da solidão.
Ser sensível é ficar horas de mãos dadas sentindo o outro fluir em nós num êxtase puro e limpo.
Ser sensível é sentir uma alegria indefinível ao olhar uma revoada de pássaros; é cantar com ternura uma cantiga de ninar ao imaginas nos braços o filho sonhando e é viver e sorrir no sonho.
Ser sensível é acreditar na sensibilidade do outro sabendo-o quase impossível.
Ser sensível é ter fé no quase e ignorar o impossível.


Maria Celeste Rodrigues

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quase sem querer..

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...
Depois de um fds cheio de aventuras, nada melhor do que ouvir legião urbana. É uma banda meio closet, sempre tem uma música que te veste, traduz a sua alma ou acalenta um coração agitado. Eu tenho as minhas preferidas e as minha default. Sempre que tô meio pra baixo, pego o cdzinho azul, junto com a melancolia e lá vai a lamúria por água abaixo.. Assim é com Leila, Via Lactea e Natália.. Mas a música de hoje é um pouquinho diferente..
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança, oh! oh!
A ponto de saber tudo...

A tempestade parece estar passando, se dissipando (a fase, não o cd! hehehe).. O céu, ainda cinzento, já permite que raios solares teimosos se mostrem por entre as nuvens.. As coisas vão se ajeitando em seus devidos lugares e o que não tem lugar devido, arranja seu rumo..
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Ver e enxergar. Este é o dual que define meu fds. Às vezes vc vê uma pessoa mas não a enxerga; outras, enxerga através dela. Enxergar é perceber ao redor, sentir, captar. Confesso que tem momentos em que sou péssima nisso; noutros posso ser perspicaz, veloz.. principalmente quando não se trata, diretamente, de mim mesma. Ao identificar essa fraqueza em mim, vejo que ela pode ser também a do outro e então consigo passar a respeitar cegueira alheia, por mais que me afete. E o pior cego é aquele que não quer ver. Mas um dia ele, fatalmente, se cansa disso!

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto...

A paisagem começa a ganhar contornos novos, cores novas e tudo isso tinha que ter uma trilha sonora. Escolhi quase sem querer, mesmo que essa seja sempre, pra mim, a música da @babinogueira,porque quase sem querer as coisas vão acontecendo, vão surgindo, vão se desenhando.. Quase sem querer acontecem os encontros e desencontros, momentos, beijos, declarações, amizades, amores..De todo este fds, ficam duas lições:*Qdo td parece dar errado,
respire, levante a cabeça e sorria: é sinal de que vai começar a dar certo!
*[Cantando desafinadamente mesmo] "Quem sabe o príncipe virou um chato, que vive dando no meu saco..."